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Long Shot (2019): Inteligência e diversão com Charlize Theron e Seth Rogen

Não sou especialmente dada a comédias românticas. Por isso, quando uma me faz rir so início ao fim, com piadas certeiras, agudas e inteligentes, desconfio logo que estou perante algo com valor. Não necessariamente brilhante, mas com valor. "A Long Shot" (2019) escrito por Dan Sterling (Girls, 2012) e Liz Hannah (The Post, 2017) e realizado por Jonathan Levine, encontra-se nesse espectro. O filme mistura alguns dos temas mais acessos da contemporaniedade com cenários absolutamente ridículos, misturando drama político, romance e comédia grosseira numa receita de sucesso. Conta o reencontro do jornalista Fred Flarsky (Seth Rogen) com a sua antiga babysitter e fantasia romântica, Charlotte Field (Charlize Theron), após se despedir do jornal independente onde trabalhava devido à sua aquisição por uma grande corporação. O filme vive da interação do casal, que garante constante química. Charlotte Field é secretária de estado e sempre foi ativista pelo ambiente e vai agor...

The Umbrella Academy (2019)

A mais recente série de Steve Blackman, já conhecido pelas participações em Fargo (2014), Legion (2017), e Altered Carbon (2017), põe a icónica Ellen Page no centro do ecrã, num enredo fantástico que se serve do drama familiar como catalizador da acção.  Vanya é a sétima e última dos irmãos adoptivos que compõem a The Umbrella Academy, fundada pelo seu pai adotivo milionário para dar sentido à estranha condição dos seus filhos. Todas as crianças nasceram no mesmo dia, filhas de mães que nunca tinham estado grávidas até ao momento do parto. Não fosse isso já suficientemente fora do comum, todas crianças, indesejadas pelas suas mães biológicas, foram revelando ter poderes, à medida que cresciam no seu lar adoptivo. Todas menos Vanya, a número sete. Luther, número 1, é um astronauta com o corpo de macaco gigante, dotado de super força e durabilidade. Diego, número 2, tem super agilidade e a habilidade de curvar qualquer objecto. É, no entanto, uma personalidade rebelde. ...

A Plague Tale: Innocence (2019)

Ainda estavam a sair os primeiros  story trailers, já a produção de "A Plague Tale: Innocence" me estava a deixar doida. Situada temporalmente na época medieval, a história começa aquando da peste negra, em Paris, e segue Amicia e o seu irmão mais novo quando navegam um mundo infestado de ratos negros e malévolos e fogem da Inquisição. O jogo é de aventura/ação e é jogado na terceira pessoa, numa narrativa linear. Foi desenvolvido pelo  estúdio francês Asobo Studio e lançado para Microsoft Windows, Ps4, e Xbox One. Eu joguei-o na Ps4, de forma partilhada, uma vez que o tempo é pouco e não há nada melhor do que experienciar um jogo de terror com o boy lá de casa.  O jogo passa-se em Paris e reeinterpreta a obscura época da peste negra, em que entre um terço a metade da população europeia foi dizimada, e apresenta como ameaça montes e montes de ratos sem misericórdia pelo que lhes aparece à frente. A única coisa que temem é a luz. A inspiração veio da realidad...

The Spanish Princess (2019)

Já aqui deixei os meus pensamentos em relação à série britânica "The White Queen" (2013),  à qual se seguiu "The White Princess" (2017) .  Adorei ambas. Apesar de se apresentarem como séries independentes uma da outra,  na realidade dá-se continuidade à história,  sendo que a primeira retrata o conflito das Casas Lancaster e York, na Guerra das Rosas e na disputa pelo direito ao trono,  e a segunda retrata o início do fim desse conflito,  com o casamento de Elizabeth de York e Henry Tudor a juntar as duas casas. The Spanish Princess (2019) mais uma vez assume-se como uma série independente mas não é senão a continuação do que nos narra a história,  sendo a protagonista Katherine of Aragon (Charlotte Hope),  princesa espanhola,  filha de Ferdinand II of Aragon e Isabel I de Castilla,  prometida em casamento desde infância a Arthur Tudor, filho primogénito de Elizabeth de York e Henry VII,  tendo em vista juntar os reinos catól...

Rocketman (2019): a musicalidade de Elton John trazida ao cinema

Rocketman (2019) de Dexter Fletcher,  mostra-se com uma criatividade e energia adequada à personalidade que retrata. Se afirmo que a musicalidade de Elton John foi trazida ao cinema, é porque cenas de dança e canto preenchem de fantasia este filme, que conta a vida de Reginald Dwight, mais tarde tornado famoso pelo seu pseudónimo, Elton John. Sob a forma de musical,  o filme é uma biografia pouco usual,  mas que funciona perfeitamente na mensagem e na vibe que quer passar. A escolha de Taron Egerton é a cereja no topo do bolo,  tendo o ator,  além de mostrado uma performance confiante,  cantado as músicas para o filme.  Assim, vemos, durante duas horas, o caminho do músico até ao estrelato e as dificuldades que enfrentou,  desde a infância até se tornar milionário e famoso,  tomando liberdades cronológicas para se aproximar da que é a visão do próprio Elton John da sua vida. Esta não é uma biografia inspirada apenas por factos, é largament...

Last Of Us Remastared (2014)

"The Last Of Us Remastared" (2014) é totalmente impiedoso,  desolador e desprovido de qualquer sentido de esperança. Há muito tempo que vinham insistindo comigo na necessidade de o jogar, porém toda a tensão inerente ao ambiente me travava cada vez que embarcava em sessões de jogo. A história é em grande parte inspirada pelo livro vencedor do Pulitzer Prize for Fiction 2007,  "The Road",  de Cormac McCarthy. Apesar de não o ter lido,  vi o filme homónimo,  de John Hillcoat,  com a presença de Viggo Mortensen no papel principal. Foi,  até agora,  o melhor filme que detestei. Ambas as obras conseguem fazer sentir o desespero e deserto de um mundo que não cria nada,  não produz nada,  onde não cresce nada e tudo o que resta é sobreviver com o que já existe e se torna cada vez mais escasso,  numa inevitável degradação da humanidade e tudo que a circunda. É incrível como,  incomodando ao ponto de não querer ver ou jogar m...

God Of War: Raising Kratos (2019)

Alguns de certo viram o crescimento da personagem Kratos ao longo dos anos,  à medida que ia acontecendo.  Para mim,  não tendo acompanhado o franchising desde o seu início,  jogando apenas God Of War 4,  havia muito do que se falava que não compreendia. O documentário "Raising Kratos" (2019),  que retrata o making of de God of War 4,  dá uma boa noção da evolução da personagem e do alagamento das suas dimensões.  O filme acompanha a equipa do estúdio de videojogos Santa Mónica nos 5 anos que se antecederam ao lançamento do jogo. Fala no desenvolvimento da personagem,  nos problemas e desafios logísticos que se apresentaram a tão ambiciosa produção e de como conseguiram ultrapassar as expectativas. Desde já aproveito para dizer que adorei o God of War 4.  Se não escrevi sobre o jogo aqui no blogue,  à data que o joguei,  foi muito devido a esta falta de background que não me permitia uma análise completa. A relação d...