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The Bride (2026)

Há filmes que não se deixam organizar facilmente em categorias, que recusam a linearidade e a clareza, e que, por isso mesmo, permanecem no corpo mais do que na memória lógica. The Bride! (2026) , de Maggie Gyllenhaal , é um desses casos raros. É uma obra que parece menos interessada em contar uma história do que em provocar uma experiência sensorial, quase febril, sobre o que significa regressar à vida dentro de um corpo que nunca chegou a ser verdadeiramente nosso. Sendo eu amante de filmes de fantasia com personagens femininas nos papéis principais, este foi um dos filmes que me deu tanto prazer visualizar como apenas The Shape of Water (2017) conseguiu em anos recentes. Mesmo recheado de elementos sobrenaturais, The Bride! consegue, através de um female gaze sublime e da performance excelente de Jess Buckley, mexer com os temas mais sensíveis da nossa humanidade.  Partindo do imaginário clássico de Frankenstein  e da tradição literária inaugurada por Mary Shelley , que fo...

28 anos depois: Templo dos Ossos e a memória como a única salvação civilizacional

Quando escrevi sobre a saga 28 aqui no blogue, a ideia central era simples: estes filmes nunca foram verdadeiramente sobre zombies. Sempre foram sobre estados emocionais colectivos. Primeiro, o choque (28 Dias Depois). Depois, a negação (28 Semanas Depois). E, no 28 Anos Depois, a habituação. O mundo não acabou, e o horror tornou-se rotina. 28 Anos Depois: O Templo dos Ossos pega exactamente nesse ponto e leva-o para um lugar ainda mais estranho. Se o filme anterior mostrava pessoas a viver no pós-apocalipse, este mostra pessoas que já não sabem que estão no pós-apocalipse. Não têm memória de um mundo anterior ao vírus, com ordem e regras. Para elas, este é simplesmente o mundo, com novas formas de convivência que surgem em micro-grupos organizados de maneiras completamente distintas.  Durante muito tempo, a saga construiu o medo a partir do movimento — correr, fugir, escapar. Aqui, o medo nasce de uma forma estabelecida de viver. As novas comunidades já não são apenas ...

Marty Supreme (2025)

Eu já desconfiava que Marty Supreme (2025) ia ser especial. Não só por ser realizado por Josh Safdie, nem apenas por ter Timothée Chalamet no centro, mas pelo tipo de filme que parecia querer ser. Há biografias que organizam vidas. Esta acompanha um estado mental. Em vez de uma narrativa limpa de ascensão-queda-redenção, seguimos alguém que vive permanentemente em improviso, quase como se pensar fosse um atraso entre dois gestos. À superfície, é a história de um jogador nova-iorquino de ténis de mesa dos anos 50 que decide tornar-se campeão do mundo. Mas isso é só o pretexto confortável que nos deixam agarrar nos primeiros minutos. O filme rapidamente revela outra coisa: um jovem incapaz de suportar a ideia de não ser visto como extraordinário. Não de não o ser — de não o parecer. Marty não entra nas cenas. Ele ocupa-as. Fala antes de pensar, ri antes da piada acabar, promete sem saber se consegue cumprir. Há qualquer coisa de vertiginoso na forma como arrasta todos consigo, não por...

Dust Bunny (2025) uma fábula entre as sombras do medo e as maravilhas da imaginação

Quando se pensa em Bryan Fuller, nome que ecoa tanto nas extravagancias de American Gods como nas sombras psicológicas de Hannibal,  poderia parecer estranho associá-lo a um filme que é simultaneamente conto de fadas e história de horror. Não fosse a versatilidade uma das características do realizador.  Dust Bunny , a sua estreia na realização de uma longa-metragem, não é apenas uma afirmação das obsessões que atravessam a sua obra, onde o fantástico se cruza com o grotesco. É também uma declaração de amor às histórias que nascem do medo e da imaginação, sobretudo aquelas que carregamos desde a infância. A premissa parte de  uma menina de oito anos que contrata um assassino profissional para matar o monstro que vive debaixo da sua cama . Mas Fuller retorce este ponto de partida com subtileza e sensibilidade suficientes para que até os elementos mais absurdos ganhem peso emocional. Aurora (Sophie Sloan) habita um universo onde a ameaça real e a fantasia subjetiva se conf...

Entre o génio e a comunidade: Manhattan (2014) como contraponto histórico a Oppenheimer (2023)

O desenvolvimento das primeiras bombas atómicas, durante a Segunda Guerra Mundial, continua a ser um dos episódios mais revisitados da história do século XX, não apenas pelo seu impacto, mas porque condensa uma pergunta que permanece em aberto: como é que uma comunidade inteira contribui para uma mudança tão irreversível no mundo? É precisamente nesse ponto que a série  Manhattan (2014)  se revela um complemento essencial ao filme  Oppenheimer (2023) . Ambas as obras partem do mesmo momento histórico: a criação da bomba atómica durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas adoptam escalas e estratégias narrativas distintas. Enquanto  Oppenheimer  se constrói como um retrato autoral (fragmentado, obsessivo, centrado na figura do cientista enquanto símbolo do génio moderno e do seu colapso moral),  Manhattan recusa o mito individual e opta por uma perspetiva mais comunitária, acompanhando o quotidiano da cidade secreta de Los Alamos e das muitas vidas q...

Vamos falar sobre a saga 28... dias, semanas e anos depois.

Já lá vão muitos anos em que, curiosamente, mesmo eu sendo uma amante da fantasia, volto sempre a incluir no meu catálogo anual a saga iniciada pelo brilhante “28 Dias Depois” (2002), de Danny Boyle. Para lá de um Cillian Murphy ainda no arranque da carreira, o filme tem um guião que na altura parecia mesmo fresco e uma banda sonora incrível, com os Godspeed You! Black Emperor a elevarem a tensão ao máximo numa das cenas que é para mim uma das mais marcantes do cinema britânico. E se me dá um prazer enorme revisitar este universo, também me oferece alguns pesadelos, porque não sou, por norma, fã de produções de terror.  Ainda assim, o filme conquista-me precisamente por ser mais do que sustos: é um apocalipse íntimo e silencioso, com Londres vazia a parecer um lugar errado, como se o mundo tivesse sido desligado. E quando os infetados aparecem, não são zombies lentos: são rápidos, ferozes, quase como se a raiva tivesse tomado conta do corpo. No meio disso, o que...

Women Make Film: A New Road Movie Through Cinema

"Women Make Film: A New Road Movie Through Cinema" é uma série documental de 2018 realizada pelo cineasta britânico Mark Cousins. Com 14 horas de duração divididas em 14 episódios, a série apresenta a história do cinema sob a perspectiva de mulheres cineastas, abordando técnicas e estilos cinematográficos através de cenas de mais de 700 filmes realizados por mulheres, ao longo de 13 décadas e de diversos países.   Narrado por atrizes como Tilda Swinton, Jane Fonda e Adjoa Andoh, "Women Make Film" não segue uma abordagem tradicional baseada em biografias, mas sim um método temático, explorando como as diretoras abordaram aspetos do cinema como a narrativa, a introdução de personagens, a montagem, a cor e o som. A obra destaca cineastas menos conhecidas do público geral, revelando a riqueza e diversidade da contribuição feminina ao cinema, com a inclusão de atores portugueses e atrizes portuguesas em algumas das produções.   Cada episódio foca em diferente...

Small Things Like These (2024)

"Small Things Like These" é um filme do género cinematográfico drama histórico lançado em 2024, realizado por Tim Mielants e baseado no romance homónimo da autora irlandesa Claire Keegan. A narrativa passa-se em 1985, numa pequena cidade irlandesa fortemente influenciada pela Igreja Católica, e acompanha a vida de Bill Furlong (interpretado por Cillian Murphy), um comerciante de carvão e pai dedicado de cinco filhas. É uma família humilde de classe trabalhadora, que não se dá a muitos luxos mas vive num conforto e afeto que ainda assim contrasta com a realidade circundante. Bill faz com que o mantimento desse conforto seja a sua missão principal, empenhado em dar um vida de qualidade às mulheres da sua vida, tanto a esposa como as filhas que, mesmo sem extravagâncias, vivem num ambiente saudável e feliz. Durante as entregas de carvão ao convento local, Bill descobre os segredos perturbadores relacionados a instituições conhecidas por abrigar e explorar mulheres co...

The Outrun (2024)

  The Outrun (2024) conta-nos a história de Rona, depois de ter vivido uma turbulenta temporada na cidade de Londres e enquanto tenta recuperar do alcoolismo a que se submeteu durante a sua estadia na grande cidade. O filme passa-se num ritmo bastante lento, mas repleto de fortes emoções e contradições que Saoirse Ronan não se acanha de nos fazer sentir com a sua interpretação da personagem.  Rona é a personagem principal da narrativa e é uma jovem que se encontra no final dos seus 20's, altura em que enfrenta demasiadas questões sobre a sua existência. Ela questiona a autoridade que a rodeia e não se enquadra nos padrões sociais que lhe permitiriam integrar-se na sociedade. Por isso, volta para a Escócia para junto dos seus pais, para uma realidade remota e tranquila, vazia de estímulos e recheada de concepções antiquadas nas quais ela não se consegue encontrar.  No entanto, a lutar contra o alcoolismo que a impede de tomar o controlo da sua vida, ela mantém-se em Orkney...

The Wonderful Story of Henry Sugar (2023) de Wes Anderson

  A mais recente produção de Wes Anderson, The Wonderful Story of Henry Sugar (2023) pega na ideia de "show, don't tell" e subverte-a totalmente. São cerca 40 minutos de pura narração, com Benedict Cumberbatch, Ralph Fiennes, Dev Patel e Ben Kingsley nos papéis principais.  É uma adaptação de uma história escrita por Roald Dahl, o mesmo escritor de "Fantastic Mr. Fox" (2009). O filme narra então a história de Henry Sugar (Benedict Cumberbatch), um homem excêntrico, rico e independente que gosta de jogo e de casinos, quando encontra um relatório de um médico sobre um paciente que conheceu num hospital na Índia. Esse paciente auto intitula-se "o Homem que consegue ver sem os olhos" pois afirmava ter a capacidade de ver mesmo com os olhos fechados.  Os cenários são os mais teatrais que já vi do realizador, repletos de cor e e padrões, com paletas de cores excêntricas e detalhadas como já é característica da estética de Wes Anderson. No entanto, por ser um...

A Good Person (2023)

Do realizador Zack Braff, A Good Person (2023) traz-nos uma drama sem grande novidade, mas que prima pela interpretações de de Florence Pugh (Allie) e Morgan Freeman (Daniel) que conseguem trazer momentos emocionantes ao ecrã. A narrativa narra a história da jovem Allie, recentemente noiva, que se encontra num momento feliz da sua vida, seja nos objetivos pessoais como no seu contexto social, até que decorre um inesperado acidente automóvel que muda completamente a situação em que se encontra. O que vemos é a decaída de uma pessoa totalmente integrada socialmente e que se torna viciada em comprimidos, inicialmente receitados medicamente para as injúrias resultantes do acidente, mas posteriormente tornados num escape à realidade. O filme é simples e tem um ritmo lento, adequado ao processo em que a personagem principal se encontra. No entanto não deixa de ter momentos de suspense e de exaltação, assim como de superação e demonstrações de afeto que, no geral, estão muito bem ...

Mid90s (2018)

Produção da A24 e realizado por Jonah Hill, Mid90s é um filme repleto de nostalgia para quem cresceu na década de 90. Mas que dá conta do ambiente vivido à data, mesmo para quem não o presenciou. Gosto de praticamente tudo neste filme. Desde a estética visual que relembra o vídeo das VHS's, à narrativa que explora com delicadeza as emoções dos intervenientes, à performance intensa do ator principal, Sunny Suljic, que interpreta Stevie, adolescente em volta de quem a narrativa gira, à banda sonora e ao score composto Trent Reznor e Atticus Ross, dos Nine Inch Nails. O filme retrata a entrada na adolescência de Stevie, numa cidade suburbana onde não há muitas atrações ou atividades para desenvolver nos tempos livres. Foca-se na despedida da infância quando começa a andar com um grupo de jovens mais velhos e, juntos, frequentam uma loja e praticam skate, à medida que vão crescendo e enfrentando novos desafios, seja em casa, seja no grupo social em que se inserem. É a entrada ...

BlackBerry (2023)

Num tom leve e descomprometido BlackBerry (2023) conta a história da criação do primeiro smartphone capaz de enviar e receber mensagens de email através da internet até há consequente queda da empresa , resultante do lançamento do primeiro iPhone com ecrã touch sem teclado. O filme foca-se principalmente na personalidade de Mike Sazaridis, interpretado por Jay Baruchel, que entrega uma performance versátil e emotiva, tanto nos momentos de crescimento da empresa como no seu declínio.

Riss: A Film About More Love (2020)

  O documentário Riss: A Film About More Love (2020) segue a surfista de 28 anos Carissa Moore, durante a tour do campeonato mundial de surf de 2019. Esteticamente o documentário é muito agradável, não só pela narração, cuja voz é agradável e o discurso irreverente, mas por toda a personalidade da surfista que cativa muito facilmente e é o foco do filme, realizado por Peter Hamblin, já veterano em produções do género desportivo.  A história divide-se em 3 tempos: passado, presente e futuro, e inclui entrevistas da infância da surfista, fotografias da sua vida, assim como filmagens do campeonato mundial de surf de 2019, em que ganhou o seu quarto título. O filme incluí filmagens de Iphone, 8mm e 35 mm. Além disso, o uso da animação, stop motion e cores fortes mostram o background do realizador em publicidade e traduzem a personalidade de Carissa, numa simbiose que funciona na perfeição.  Mais do que focar-se no aspeto competitivo da modalidade, que é também explorado, o do...

Malcolm & Marie (2021) O cinema reinventado em tempos de pandemia

Pelas mãos do realizador Sam Levison, também responsável pela criação da série "Euphoria" (2019), da HBO, chega à Netflix o seu novo filme, "Malcolm & Marie" (2021). O filme tem vários aspetos interessantes, um deles sendo óbvio, a adaptação da produção cinematográfica em tempos de pandemia, isolamento e restrições. É também inspirado no evento real do realizador se ter esquecido de agradecer à sua mulher numa das suas estreias. O filme tem apenas dois atores, os protagonistas, Malcolm, interpretado por John David Washington, e Marie, interpretado por Zendaya, ambos com performances excelentes. Passa-se todo dentro de uma casa, quando o casal chega da estreia de sucesso do filme de Malcolm e entra numa espiral de emoções que revela os segredos da sua relação.  Toda a estética do filme impõe um glamour que evoca os anos 20, e a época dourada de Hollywood, transmitida também pela cor em preto e branco. No entanto, à medida que as barreiras emocionais do casal se v...

Pieces of a Woman (2020) e a beleza da simplicidade no cinema

Pieces Of a Woman (2020) é o mais recente filme da escritora húngara Kata Wéber e do realizador Kornél Mundruczó, que estreou no TIFF (Toronto International Film Festival) e está agora disponível na Netflix. Conta uma história pesada e realista que explora as repercussões que um parto dramático tem na vida da personagem principal, Martha Weiss. Martha é interpretada por Vanessa Kirby que nos entrega uma atuação brilhante e cheia de emoção. Shia LaBeouf interpreta o companheiro, Sean, com quem Martha luta para conviver após serem separados por um rio de dor. É um filme sobre dor, pontes caídas, relações destruídas e sobre a força que é necessária para enfrentar um trauma deste género, juntando novamente todas a peças da existência. Visualmente,  o filme é muito cru. Não só nas cenas iniciais do parto, em que podemos ver claramente a criança a sair da vagina da mãe, mas posteriormente também, não se inibindo de nudez. O ritmo do filme é lento mas nunca nos aborrece, fazen...

Promising Young Woman (2020)

Da realizadora Emerald Fennell, "Promising Young Woman" (2020) traz-nos um thriller que relembra por vezes "Gone Girl" (2014), num tom mais cómico e colorido. Carey Mulligan dá corpo e voz à personagem principal, Cassandra, numa atuação brilhante que vai da psicopatia à doçura sem tremer. A personagem assusta-nos e conquista-nos levando-nos de um extremo ao outro da personalidade humana. O filme começa num bar, com um grupo de homens a predar uma aparente mulher alcoolizada. Quando um deles a leva para casa, percebemos que a ela está consciente e à procura de vingança. Quem é o predador afinal ? Se no início temos uma personagem que nos parece bidimensional, que se vinga de homens na noite, atraindo-os para testar a sua personalidade e punindo-os quando se revelam imorais, a evolução da narrativa leva-nos aos poucos a querer saber mais dos motivos desta caça.  Pelo seu pequeno livro colorido, com a contagem de homens por com quem já esteve, percebemos que Cassandra ...

Naked (1993) de Mike Leigh é soberbo

Não sei dizer como é que ainda não tinha posto os olhos em Naked (1993), uma vez que se situa como um filme de culto britânico desde a sua estreia em Cannes no ano de lançamento. Mike Leigh dá-nos uma história bruta, rodeada de ambientes que lhe fazem jus. Nas vivências suburbanas entre Manchester e Londres, Johnny é um vagabundo em busca de emoções e de se sentir vivo, a quem a ideia de bom senso não diz nada. A rudeza das ruas geladas da cidade condiz em perfeição com o isolamento que os seus habitantes sentem, num período de incerteza que evoca o virar do milénio como um possível apocalipse. Se esse apocalipse seria real ninguém sabia, mas a crise espiritual e humana está bem latente em cada interação dos personagens. O filme começa com um plano geral de Johnny num beco com uma mulher, enquanto têm relações sexuais e claramente ele passa a linha do agradável para a magoar. Isto acontece várias vezes ao longo do filme, notando que ele é uma pessoa sem noção dos limites. O...

"The Art of Loving: Story Of Michalina Wislocka" (2017) uma história incrível e inspiradora

"The Art of Loving: Story Of Michalina Wislocka" (2017 ), da cineasta polaca Maria Sadowska, conta a inspiradora história da médica Michalina Wislocka (1921-2005), especializada em ginecologia e primeira sexóloga da Polónia. O seu livro, " The Art Of Loving" , lançado em 1976, é considerado o primeiro guia sexual com origem nos países comunistas.  O filme, biográfico, narra a história de vida de Michalina e a luta que travou para publicar os seus conhecimentos. Num país dominado por perspectivas masculinas, a autora era considerada imoral e descredibilizada por muitos, desde outros médicos a membros da igreja. Porém foi o apoio da comunidade feminina, sedenta do que tinha para revelar, que a motivou a nunca baixar os braços. O seu objetivo principal sempre foi o de elevar a consciência sobre a sexualidade feminina. É uma história sobre amor e sobre sexo. Sobre intimidade e prazer. Sobre emancipação e direito a ser-se.  Michalina viveu uma vida pouco convencional, fa...

Magnetic (2018)

Documentário do realizador francês Thierry Donard, Magnetic (2018) explora as histórias de homens e mulheres que dedicam as suas vidas á adrenalina e á atração da conquista. O documentário foi gravado em vários locais, desde a Nova Zelândia ao Paquistão, mas curiosamente é em Portugal que abre e fecha. O documentário começa logo na Praia do Norte, na Nazaré, a mostrar-nos o que leva centenas de surfistas a procurar as ondas gigantes que lá se formam e os desafios que se lhes apresentam. Uma questão de vida ou de morte, muitas vezes, é a essência do que muitos procuram. A adrenalina de enfrentar o perigo e conseguir conquistar o medo. Seguimos para o snowboard, escalada e windsurf, para voltarmos à agua e às emoções que desperta. Como estes atletas se fazem aos perigos e enfrentam os seus medos não pode deixar de ser uma fonte de inspiração, além de todo o espírito de grupo que se cria em torno de cada modalidade. E o que nos mostram é isso mesmo, como a natureza chama e nos junta, faze...