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Philip K. Dick's Electric Dreams: os contos e os episódios da série televisiva

O meu primeiro contacto com Philip K. Dick foi recente. Como muitas vezes me acontece, foi através do cartaz da série televisiva que me despertou interesse. Mas não foi, no entanto, à série que me agarrei primeiro.  O livro "Philip K. Dick: Sonhos Eléctricos" (2018) foi publicado pela editora Relógio D'água após o lançamento da série televisiva homónima (2017), pela a Amazon Prime, e reúne os 10 contos do autor que deram origem aos seus episódios. A cada conto é feita uma introdução pelos escritores de cada episódio, explicando a adaptação e o impacto que cada peça tem para cada um.  A escrita de Philip K. Dick atira-nos sem medo para os seus universos, o que depois visualmente funciona muito bem. O autor assume que estamos inteirados do contexto e logo começa a elaborar. Uma vez que os temas que Dick trata fazem parte da própria essência do que é ser humano, isso acaba por não importar muito. Apesar da estranheza que é sentida face a seres extraterrestres ...

"A Quiet Place" (2018)

Este domingo foi dia de cinema.  O filme,  já há muito aguardado,  foi o "A Quiet Place", realizado por John Krasinski,  mais conhecido por atuações em filmes e séries televisivas de comédia. O filme insere-se no género de horror e ficção científica e consegue fazer-se sobressair de tudo o que tenho visto recentemente.  A história narra a tentativa de sobrevivência de uma família quando o mundo se encontra invadido por monstros predadores que caçam através do som. É um cenário de cataclismo onde toda a noção de sociedade como a conhecemos está suspensa e a regra de ordem é o silêncio. Só na ausência de barulho é possível passar-se despercebido às criaturas horrendas que não apresentam fraquezas aparentes e se tornam, por isso, impossíveis de combater.  Nos primeiros momentos do filme ficamos com a sensação de voltar à era do cinema mudo,   onde só o som ambiente e a música marcam presença nos nossos ouvidos. Aliás,  essa sensação...

Westworld está de volta!

A série televisiva Westworld voltou com o primeiro episódio da segunda temporada a fechar alguns mistérios, que ficaram em aberto na anterior season finale , e a levantar outros com questões de igual potencial. Para quem não conhece, a ação passa-se numa era em que inteligência artificial se encontra deveras melhor desenvolvida, tornando possível a criação de parques temáticos habitados por robots, denominados durante toda a narrativa por hosts. O parque temático em questão, no qual se desenrola toda a primeira temporada, é uma recriação do mundo do faroeste, que oferece aos visitantes experiências de todo o género, das mais inocentes às mais violentas. É, portanto, um lugar onde se pode soltar o que de pior há no ser humano de uma forma que se apresenta aparentemente segura, devido às restrições na programação dos hosts que os impede de responder a  qu alquer tipo de agressão proveniente de seres humanos. ***Spoilers*** "These violent delights have violent end...