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Mensagens

Americanah (2013) de Chimamanda Ngozi Adichie

Foi um pouco por sorte que me esbarrei com Chimamanda Ngozi Adichie e o seu belíssimo discurso "Todos devíamos ser feministas" . Não podia ter havido encontro mais feliz. Conquistada, passei à leitura do seu romance "Americanah" (2013) que explora em profundidade temas como a identidade, raça, género, amor, sexualidade e pertença, com uma honestidade brutal capaz de nos fazer rir e corar ao mesmo tempo. É um romance repleto de agência feminina e das mais detalhadas descrições e reflexões. Ifemelu é uma jovem nigeriana a estudar nos Estados Unidos da América. Moveu-se para lá devido à ditadura militar que se instalou no seu país, para estudar Comunicação. Mal se mudou para o novo país foi apresentada a um novo conceito, que apesar de não lhe dizer nada tem raízes profundas na sociedade em que se encontra. Na Nigéria não se pensa em raça. As pessoas dividem-se por classe, religião e género, mas a raça não é relevante, uma vez que quase toda a população é negr...

Catherine The Great (2019) da HBO

Já vimos sendo habituados a mini séries de alta qualidade produzidas pela HBO. Um desses recentes casos foi Chernobyl (2019), que me deixou com grandes expectativas para esta produção. Catherine The Great (2019) é uma série biográfica que consta de 4 episódios e relata a vida da imperatriz russa após a morte do seu marido Peter III, altura em que tinha 33 anos. A equipa conta com vários bons atores e atrizes, entres os quais Helen Mirren, Jason Clark e Rory Kinear.  Se podia ter chegado ao nível de séries de época biográficas que têm como protagonistas mulheres fortes, como The White Queen (2014) , a história fica aquém do desejado quando se foca demasiado nas relações íntimas da monarca com variados homens e no seu romance com Potemkin. Sendo a mulher que esteve à frente de grandes expansões russas penso que era mais interessante ter-se explorado as suas ambições, estratégias, conflitos e manuseamentos políticos. O que se fica a saber é que Catherine não suportava Pete...

Joker (2019) de Todd Phillips

  O que separa o humor da maldade? Onde está a linha que define? Joker não é um filme de super heróis. Na verdade, não podia ser mais humano. Todd Phillips apresenta um filme profundamente tocante, que questiona a sociedade, personagens que crescemos a saber que eram "do bem" e, acima de tudo, questiona-nos a nós próprios. Joaquim Phoenix é brilhante. Por mim pode levar o Óscar para casa. Interpreta o vilão de uma forma totalmente multidimensional, levando-nos da maior vulnerabilidade à completa loucura. Vilão que neste filme é o underdog, e ao qual desejei o maior sucesso e empoderamento. Arthur é uma pessoa triste e solitária, com uma vida simples. Trabalha precariamente como palhaço em animações de hospitais e lojas e toma conta da sua fragilizada mãe, que tem a sua autonomia limitada devido ao estado de doença. O filme começa logo com uma cena cruel, em que Arthur é espancado por um bando de adolescentes após lhe terem roubado o sinal de descontos que manuseava à...

100 publicações no The Upsidedown Space

Chegamos finalmente às 100 publicações deste blogue. Em jeito de celebração, vou fazer um apanhado dos 10 posts mais lidos desde 2016, altura em que iniciei este projeto que em muito me ajuda a modelar o caos da existência e dar forma à minha vida, além de me manter constantemente motivada a descobrir coisas novas na esperança de as partilhar com like minded people e quem sabe dar uma sugestão ou outra que possa ser de interesse. Por ordem apresento então a publicação mais lida até à décima mais lida, com as respectivas ligações: Garden Of Words (2013) de Makoto Shinkai Kedi (2016) Na pele dos gatos de Istambul Nanette (2018) de Hannah Gadsby e a dor que o humor esconde Serpentes de Água- Tony Sandoval "As Crónicas de Gelo e Fogo" de G. R. R. Martin - Livro I e II Deep Dark Fears de Fran Krause O Livro Tibetano da Vida e da Morte Carnival Row (2019) Patrick Melrose (2018) Hellblade: Senua's Sacrifice

The Dark Crystal: Age of Resistance (2019) A mestria das marionetas na era do CGI

The Dark Crystal: Age of Resistance (2019), série lançada pela Netflix no fim de Agosto deste ano, é a prequela do filme The Dark Crystal (1982), e conta a história dos habitantes do planeta Thra, onde a magia prolifera, após a invasão dos tiranos Skeksis. Até à sua chegada, Thra e os seus habitantes viviam em equilíbrio e harmonia, alimentados pelo enorme poder do cristal. Ganaciosos e maldosos, os Skeksis partem o cristal que se corrompe, e começam a roubar a essência dos Gelflins, ameaçando assim a sua existência. Num mundo de fantasia com cenários super elaborados e um grande leque de criaturas, são marionetas que dão vida à ação e emoção e espantam ao mostrar como histórias inspiradoras podem ser contadas através de qualquer técnica. Numa época em que o CGI é rei e quanto mais melhor, é incrível como se torna acolhedor um mundo que é construído na realidade. Claro que são sempre usados efeitos em determinadas cenas, mas no geral os bonecos existem e são animados por pesso...

The Dark Pictures: Man of Medan (2019)

Dos mesmos criadores de Until Dawn (2015) , a Supermassive Games, saiu recentemente Man of Medan (2019), o primeiro de vários jogos a integrar a saga The Dark Pictures. A aventura é uma narrativa interativa que permite 2 a 5 jogadores e está claramente desenhada para ser jogada de uma vez, num serão com amigos/as. Do ponto de vista da cooperação, o jogo funciona bem, é divertido e espero que apareçam mais deste género. Da mesma saga já está previsto o próximo "Little Hope" (2020), que apesar de receber contornos narrativos totalmente distintos está previsto funcionar da mesma forma ao nível da jogabilidade. Voltando a Man of Medan (2019), a história inicia-se numa fragata da Segunda Guerra Mundial, em que jogamos com um dos militares e nos apercebemos de que algo demoníaco está também a bordo. Depois somos transportados para o presente, com um grupo de amigos que vai fazer mergulho no alto mar. Atacados por um grupo de piratas modernos e embrulhados num...

Carnival Row (2019)

Carnival Row (2019) estreou recentemente na Amazon Prime e é um mundo de fantasia crime e mistério que se passa num local e época que relembra a Londres Vitoriana. Mistura um toque de Penny Dreadful , pelas criaturas, crime e mistério e Downtown abbey, pela critica social que se faz sempre sentir presente.  A série tem como protagonistas Orlando Bloom e Cara Delavigne. Orlando Bloom interpreta Rycroft Philostrate, um misterioso detective em Burgue e Cara Delavigne interpreta Vignete Stonemoss, uma pixie refugiada. A narrativa principal é o romance entre os dois, à medida que vamos sendo apresentados às suas personalidades e ao seu passado.  Orlando Bloom faz um trabalho excelente. O ator já é conhecido de outros papéis em filmes de fantasia, como Legolas na triologia "O Senhor dos Aneis". Porém, Philo é uma personagem mais densa, misteriosa e negra, que nos aguça a curiosidade.  Cara Delavigne faz um bom trabalho. Pessoalmente, tenho alguns problema...