Quando escrevi sobre a saga 28 aqui no blogue, a ideia central era simples: estes filmes nunca foram verdadeiramente sobre zombies. Sempre foram sobre estados emocionais colectivos. Primeiro, o choque (28 Dias Depois). Depois, a negação (28 Semanas Depois). E, no 28 Anos Depois, a habituação. O mundo não acabou, e o horror tornou-se rotina. 28 Anos Depois: O Templo dos Ossos pega exactamente nesse ponto e leva-o para um lugar ainda mais estranho. Se o filme anterior mostrava pessoas a viver no pós-apocalipse, este mostra pessoas que já não sabem que estão no pós-apocalipse. Não têm memória de um mundo anterior ao vírus, com ordem e regras. Para elas, este é simplesmente o mundo, com novas formas de convivência que surgem em micro-grupos organizados de maneiras completamente distintas. Durante muito tempo, a saga construiu o medo a partir do movimento — correr, fugir, escapar. Aqui, o medo nasce de uma forma estabelecida de viver. As novas comunidades já não são apenas ...